Início Cidades Berlim Manifestação contra os altos custos de moradia em Berlim

Manifestação contra os altos custos de moradia em Berlim

Milhares de pessoas vão às ruas em Berlim e em diversas outras cidades da Alemanha para protestar contra o aumento dos aluguéis e a especulação imobiliária.

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Insatisfeitos com os altos custos de moradia, milhares de pessoas foram às ruas neste sábado (06/04), em diversas cidades alemães, reivindicando moradia a um preço justo e pedindo o fim da especulação imobiliária.

Em Berlim, cidade que, com cerca de 70%, registrou o maior aumento de aluguéis desde 2008, 40 mil manifestantes (número fornecido pelos organizadores) se reuniram na Alexanderplatz e, sob os lemas «Wohnen ist Grundrecht» (moradia é um direito fundamental) e «Gemeinsam gegen Verdrängung und Mietenwahnsinn» (juntos contra a gentrificação e a “loucura dos aluguéis”), que podiam ser lidos em diversas faixas e placas, caminharam para o bairro de Kreuzberg, onde os preços há anos não param de subir de forma descomunal e que é exemplo da gentrificação que afeta a cidade. Na capital alemã, 86% da população moram de aluguel.

Houve manifestações também em outras 18 cidades alemãs, entre elas Munique, Frankfurt, Dresden, Colônia e Stuttgart, onde a situação não é muito diferente.

Iniciativa popular pela desapropriação de apartamentos

Em Berlim, os organizadores da iniciativa começaram a coleta de assinaturas para a realização de um referendo com o objetivo de desapropriar apartamentos que pertencem a grandes empresas que tenham mais de 3 mil objetos na capital, como a Deutsche Wohnen, que possui 111 mil apartamentos.

Essas companhias têm sofrido muitas críticas, acusadas de colocar o lucro de seus acionistas à frente dos interesses de seus inquilinos, com práticas duvidosas, à margem da legalidade, para forçar a saída de moradores antigos para modernizar os apartamentos e aumentar o aluguel.

No total, a iniciativa tem como meta a estatização de cerca de 210 mil apartamentos. A indenização para as companhias foi estimada pelos ativistas entre 7 e 13 bilhões de euros.

A iniciativa precisa recolher 20 mil assinaturas dentro de 6 meses para que o referendo seja realizado. O governo de Berlim não é obrigado a aceitar o resultado do referendo, mas os organizadores apostam na pressão popular e no recado que os protestos enviam a investidores internacionais.

„É um sinal para parar, para parar o capital internacional, que continua a fluir para Berlim, fazendo os preços [dos aluguéis] subirem mais ainda, é um sinal de que a população de Berlim vai se opor e de que nós somos um risco para seus investimentos“, afirmou Rouzbeh Taheri, um dos organizadores da iniciativa.

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Mais informações sobre o tema em berlin.de

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